Em busca de uma nova sociedade
Em 1986, quando o Brasil ainda saía das sombras da ditadura militar e a periferia de São Paulo vivia a violência da exclusão, um grupo de mulheres da Zona Sul decidiu que não ia esperar mais. A AMAI nasceu de uma luta concreta: o direito à moradia.
No Grajaú, no mutirão do Jardim Lucélia, essas mulheres ergueram 89 casas. Oitenta por cento da mão de obra era feminina. Não havia empreiteira — havia garra, suor e fim de semana após fim de semana de trabalho coletivo. Enquanto o país debatia a redemocratização, elas faziam a democracia acontecer tijolo por tijolo.
Mas quem cuidava dos filhos enquanto as mães construíam? A própria comunidade resolveu. Uma creche improvisada no canteiro de obras se tornou o embrião de tudo. Esse gesto simples virou o primeiro convênio da AMAI — uma creche. Depois veio o CCA. Depois mais convênios com a SMADS.
Ao longo de 40 anos, a AMAI já teve duas creches, SAICA e CCAs. Cada serviço que chegou foi uma batalha vencida. A associação cresceu porque a necessidade da comunidade nunca parou de crescer.
Hoje somos três CCAs, SASF IV e V, ILPI, Empreender para Crescer, Cheiro Bom Alimentações, emendas parlamentares e parcerias que sustentam o trabalho na Vila Arco Íris.
A AMAI não é uma ONG. É uma comunidade que aprendeu a se organizar. 💪
| Cargo | Nome |
|---|---|
| Presidente | Maria de Fátima Silva Soares |
| Vice-Presidente | Ana Karolina da Silva Souza |
| Tesoureira | Eliane Aparecida Adamowicz |
| Conselho Fiscal (Efetivo) | Margarete Rosa dos Santos |
| Conselho Fiscal (Suplente) | Antonio Serafim de Souza |
Em breve publicaremos nossos relatórios de atividades, balanços financeiros e prestações de contas anuais.